Os Estados Unidos deram início a uma ofensiva bilionária para ter acesso às reservas de minerais críticos e de terras raras do Brasil.
Estima-se que o Brasil tenha entre 20% e 23% das reservas mundiais de terras raras, por exemplo, a segunda maior atrás apenas da China, e o país é tido como estratégico para o plano dos EUA de reduzirem sua dependência da China, principal produtora e processadora desses minerais.
Os minerais críticos, entre eles as terras raras, são um conjunto de elementos químicos considerados cruciais por serem necessários tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a indústria eletrônica e militar.
Entre eles, estão lítio, cobalto e nióbio. Eles são usados, por exemplo, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites.
A BBC News Brasil apurou que a ofensiva americana ocorre em duas frentes: uma econômica e outra política, e envolve tanto investidores privados como setores do governo de Donald Trump como o Departamento de Guerra.
Na frente econômica, os EUA se preparam para ampliar os investimentos em companhias brasileiras ou estrangeiras que já detêm autorizações de pesquisa ou exploração de minerais críticos no país.
Nesse campo, os americanos estariam dispostos a investir "dezenas de bilhões de dólares" formando parcerias e até mesmo se tornando sócios de mineradoras que já atuam no país, mesmo que em fase embrionária, segundo apurou a BBC News Brasil com fontes a par do projeto.
Uma versão preliminar deste acordo foi enviada pela Embaixada dos Estados Unidos ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) em fevereiro deste ano.