O governo do Acre oficializou a decretação de situação de emergência em saúde pública em todo o território estadual. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial na última quarta-feira e com validade inicial de 90 dias, visa alertar a população e agilizar as ações governamentais diante do alarmante aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave e da consequente pressão sobre a rede hospitalar.

Os números apresentados são preocupantes: somente entre janeiro e maio deste ano, o estado registrou 1.300 notificações de síndrome respiratória aguda grave, um crescimento de 30% em comparação com o total de casos em todo o ano passado. Lamentavelmente, 37 pessoas já morreram em decorrência dessas infecções.

O Secretário de Estado de Saúde, José Bestene, buscou tranquilizar a população, explicando que o decreto é uma ferramenta administrativa essencial para permitir uma resposta mais rápida e eficaz ao cenário atual. A principal preocupação recai sobre os registros de pneumonia em idosos com mais de 60 anos e os casos de bronquiolite em crianças de até 2 anos, que já somam mais de 350 neste ano. O foco, segundo Bestene, é garantir assistência adequada, reforçar equipes médicas, ampliar a oferta de serviços e assegurar que todos recebam o atendimento necessário.

O cenário de emergência no Acre reflete uma tendência nacional. Um boletim recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou um aumento geral no número de casos de síndrome respiratória aguda grave em todo o país nas últimas duas semanas. Atualmente, 18 estados brasileiros, incluindo o Acre, apresentam uma tendência de crescimento contínuo dessas doenças, o que reforça a necessidade de medidas preventivas e de reforço na capacidade de resposta dos sistemas de saúde.