Segundo integrantes da sigla, os advogados da defesa passarão a ser o principal canal de comunicação entre Bolsonaro e a campanha, transmitindo decisões estratégicas e orientações políticas do ex-presidente.
Após desistência de Aécio, Ciro fala de voto em Caiado e Renan SantosOposição articula para derrubar decretos sobre big techs após recessoOrdem de Moraes que barrou Bolsonaro das redes sociais completa um ano Na sexta-feira (17), Moraes manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas impôs novas restrições ao ex-presidente após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta do pai afirmando que ele era seu porta-voz.
Na decisão, o magistrado afirmou que "não é plausível" a justificativa da defesa de que Bolsonaro desconhecia a divulgação da carta endossando a pré-candidatura presidencial do primogênito.
Por ordem do relator da ação penal no STF sobre a trama golpista, Flávio seguirá por 90 dias sem visitar o pai. Também foram suspensas, até o fim do período eleitoral, visitas com finalidade político-eleitoral, bem como a divulgação de manifestos político-eleitorais de Bolsonaro, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.
A decisão de Moraes suspendeu ainda, por 30 dias, o direito de Bolsonaro de receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.
O QG da pré-campanha de Flávio lamenta, porém, que a comunicação se tornará mais lenta e, portanto, sem a velocidade que as decisões do período eleitoral exigem.
Bolsonaro é representado pelos criminalistas Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser. Também integram a defesa do ex-presidente Marcelo Bessa, advogado do PL; João Henrique Freitas, assessor de Bolsonaro; e o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida. Flávio Bolsonaro também foi substabelecido como advogado do pai, mas está proibido de visitá-lo durante a prisão domiciliar.
Por outro lado, aliados de Flávio ressaltam que a última manifestação pública de Bolsonaro confirma a candidatura do filho mais velho e o consolida como seu principal porta-voz. A declaração foi dada em meio ao atrito com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que disse ter sido "maltratada", "desrespeitada" e "humilhada" pelo enteado.
Após a decisão de Moraes, Flávio disse nas redes sociais que a medida é "ilegal, desproporcional, covarde e cruel".
"O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra e tá tomando chute na cara de Moraes. Hoje, foi mais um bico na boca", disse Flávio em vídeo publicado nas redes sociais. "Usar a força que o Estado lhe conferiu para satisfazer os seus devaneios pessoais não é justiça, é vingança", completou o senador.
Já durante evento no Espírito Santo, no sábado (18), o senador disse que não vai "abaixar a cabeça para tirano nenhum". O pré-candidato do PL à Presidência afirmou ainda que não busca vingança e pediu a Deus que a alma de Alexandre de Moraes seja "resgatada".
"Eu não estou buscando vingança de nada, peço a Deus que possa resgatar aquela alma [Alexandre de Moraes]. Não tem ninguém que está acima da lei, por que ele acha que pode? Por que a esposa dele recebe R$ 129 milhões? Para fingir que está advogando e ele faz advocacia administrativa. Por que ele está acima da lei? Por que nenhuma investigação começa?", indagou o senador.
