O agronegócio brasileiro está sob pressão com prazos iminentes e a necessidade de respostas legislativas urgentes. A Conabio (Comissão Técnica Nacional de Biosseguridade) definiu um período de 90 dias para a regulamentação de espécies exóticas, um tema que exige atenção imediata do poder público.

Paralelamente, o setor produtivo enfrenta a ameaça concreta de restrições comerciais impostas pela União Europeia. A partir de setembro, a UE pode barrar a entrada de diversos produtos brasileiros, incluindo carnes, pescado e mel, caso não haja um alinhamento com as normas internacionais e exigências sanitárias europeias.

Essa situação é agravada pela preocupação com a raiva bovina, que demanda ações e protocolos de segurança eficazes para garantir a sanidade do rebanho e a confiança dos mercados internacionais. A lentidão na agenda legislativa do Congresso Nacional, que ainda não retomou seu ritmo normal, intensifica a urgência, pois muitas dessas questões dependem de aprovação ou regulamentação por parte dos parlamentares.

Produtores e entidades do setor esperam que o governo e o Legislativo atuem de forma coordenada para atender às demandas da Conabio e mitigar os riscos de barreiras comerciais, assegurando a competitividade e o acesso dos produtos brasileiros aos mercados globais.