A possibilidade de um "tarifaço", que implicaria o aumento de impostos sobre diversos produtos e serviços, gerou apreensão entre aliados do senador Flávio Bolsonaro. Fontes próximas ao parlamentar revelaram que a expectativa era por um adiamento da medida, visando evitar um cenário eleitoral desfavorável.

Os receios se concentram no potencial impacto negativo do aumento de tributos na percepção pública, especialmente em um período sensível como o que antecede eleições. A medida, caso implementada, poderia ser utilizada pela oposição para desgastar a imagem do governo e de seus apoiadores.

Internamente, aliados admitem que um "tarifaço" em ano eleitoral representaria um obstáculo considerável para as campanhas. O aumento de preços em itens essenciais e serviços tende a gerar insatisfação popular, o que se traduziria em dificuldades para a conquista de votos e para a manutenção de mandatos.

A torcida pelo adiamento reflete a estratégia de alguns grupos políticos em blindar suas bases eleitorais de medidas impopulares, buscando preservar o capital político para os pleitos futuros e evitar que o "tarifaço" se torne um fardo nas urnas.