As articulações para a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2028 já começaram nos principais grupos políticos do estado. Aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendem o lançamento de um nome competitivo e próximo ao governador, enquanto lideranças da esquerda avaliam que o resultado das eleições de 2026 abriu espaço para uma disputa mais favorável ao grupo na capital paulista.
No campo da direita, ainda não há alinhamento entre o grupo político de Tarcísio e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) sobre quem deve ser o candidato à sucessão na próxima eleição municipal. Aliados do governador defendem que seja lançado um nome ligado a Tarcísio, mas não necessariamente o favorito ou escolhido por Nunes.
Com Flávio nos EUA, Tarcísio adota tom nacional e prega unidade da oposiçãoTarcísio nega acordo para disputar Planalto em 2030 e diz que foco é em SPTarcísio terá aval para indicar dois nomes ao STF em eventual gestão Flávio O resultado eleitoral deste ano contribuiu para enfraquecer politicamente o prefeito, avaliam lideranças da direita. Apesar de mobilizar aliados e intensificar ações na região metropolitana de São Paulo em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), Nunes viu Lula (PT) conquistar uma vantagem maior na capital paulista e vencer em municípios da Grande São Paulo.
A esquerda tem se dito otimista com o cenário após as eleições. O desempenho de Lula na capital e na região metropolitana é visto como um sinal positivo para a construção de uma candidatura competitiva em 2028.
As movimentações também passam pela composição dos governos federal e estadual. As escolhas de Lula para a Esplanada dos Ministérios e de Tarcísio para o secretariado paulista devem considerar, entre outros fatores, a disputa municipal. A avaliação é que a ocupação de cargos de maior visibilidade pode dar projeção política a possíveis candidatos à Prefeitura de São Paulo.
No grupo de Ricardo Nunes, são citados pelo próprio prefeito três nomes de sua equipe: Fabrício Cobra, Edson Aparecido e Sidney Cruz - este último, visto como nome favorito do prefeito, segundo fontes.
O bolsonarismo também pode apresentar uma candidatura própria. Um dos nomes possíveis é o do vice-prefeito Mello Araújo (PL). Ainda não há definição, porém, se ele seria opção para o prefeito ou se disputaria a eleição “à revelia” de Nunes. Nos bastidores, aliados relatam que os dois não mantêm uma relação alinhada.
Fora desse núcleo, também aparecem entre os nomes cogitados Rodrigo Garcia (Republicanos), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo).
Entre os nomes mencionados no campo da esquerda estão Luna Zarattini (PT), vereadora na Câmara Municipal de São Paulo e eleita deputada federal; Guilherme Boulos (PSOL), ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República; Tabata Amaral (PSB), deputada federal por São Paulo; e Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento e Orçamento.


