Discretamente, alguns aliados de Lula dizem temer uma espécie de “efeito Teflon” do senador do PL. A tese é que a politização das taxas até garante um desgaste inicial para rival, mas que pode não se sustentar até a eleição. E que trazer o assunto para o centro do debate eleitoral favoreceria um cenário preocupante quando o assunto é a corrida presidencial: uma interferência explícita de Trump na eleição.
Especialista vê risco de "censura prévia" em regulação das redesTCU arquiva representação de Flávio contra ex-nora de LulaPlanalto vê espaço para negociar tarifa de 25% com EUA, e não a de 12,5% A ideia de carimbar o tarifaço em Flávio — desenhada sob o slogan do “Tariflávio” — tornou-se nas últimas semanas um dos maiores focos da comunicação da campanha de Lula. O plano é aproveitar o momento para impor o desgaste a Flávio e embalar mais uma vez o discurso da soberania, contribuindo para recuperar a popularidade do petista.
Os mais críticos defendem que o governo deve sim aproveitar para desgastar Flávio, porém direcionando aos poucos as discussões para o campo técnico, por meio do Itamaraty e das pastas envolvidas na negociação comercial, como Fazenda ou Indústria e Comércio.
Esse grupo avalia que Trump trabalha com o principal objetivo de conseguir a abertura de mercados estratégicos no País, como terras raras e etanol. E que o melhor caminho neste momento seria não alimentar o componente político das negociações.
