País ganha da China, mas perde para países emergentes, como México, África do Sul e Argentina no período de 2022 a 2026
O país ganha só da China em uma lista com 187 países, mas perde para outros emergentes, como África do Sul, México e Argentina, que conseguiram controlar melhor a dívida.
O endividamento do Brasil terá saltado de 83,9% do PIB em 2022 para 96,5% do PIB em dezembro de 2026, aumento de 12,6 p.p. (pontos percentuais). Na China, a alta prevista é de 29,6 pontos.
O levantamento foi realizado pelo Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos e formulação de políticas públicas do PSDB. A base da pesquisa são os dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) nos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025.
A situação atual da dívida brasileira é a pior desde a crise de 2015 e 2016, no governo de Dilma Rousseff (PT), quando o endividamento disparou enquanto o país passava por uma recessão. Nos 2 anos, a dívida bruta brasileira passou de 61,6% para 77,4% do PIB, de acordo com o FMI.
E a tendência é de continuidade: o FMI projeta que a dívida passe de 96,5% para 105,5% do PIB nos próximos 4 anos, um aumento de 9 p.p.
Vale ressaltar que o FMI usa metodologia de cálculo diferente da do Tesouro Nacional e do BC (Banco Central).
Pelo padrão nacional do BC, a dívida pública brasileira em 2022 estava em 71,7% do PIB e será de 83,6% do PIB em dezembro de 2026, de acordo com projeções constantes do PLDO 2027 – alta de de 11,9 p. p.
O FMI considera todos os passivos do governo geral. O BC exclui alguns ativos e passivos específicos –por isso resulta em endividamento menor.
Já o Tesouro Nacional contabiliza só a dívida pública federal, que representa uma parte da dívida total do setor público.
Quando se considera os 38 países que formam a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a escalada da dívida do Brasil só é menor que Finlândia (19,1 p.p.) e Polônia (16,9 p.p.).
