A empresária Roberta Luchsinger, conhecida por sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, protocolou uma solicitação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja apurada a ocorrência de um possível vazamento de suas comunicações privadas. A iniciativa surge em resposta a uma reportagem do jornal O Globo, que noticiou o planejamento da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em divulgar áudios de conversas atribuídas a Luchsinger.
Por meio de seus advogados, Luchsinger expressou desconhecimento sobre qualquer decisão judicial do STF que tenha autorizado o acesso a seus dados ou comunicações. Diante disso, a defesa questiona o ministro do STF, Mendonça, sobre a existência de medidas de quebra de sigilo no contexto de investigações que a envolvam. Caso tal autorização tenha sido concedida, a empresária requer acesso imediato à decisão judicial e ao material obtido.
Adicionalmente, a solicitação pede que seja investigada a origem de um eventual vazamento de informações sigilosas, especialmente se estas tiverem chegado à campanha de um adversário político do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados argumentam que, se informações confidenciais foram obtidas irregularmente e estão em posse da campanha de um oponente político, configura-se um crime de quebra irregular de sigilo telemático, com potencial para comprometer o processo eleitoral.
A defesa de Roberta Luchsinger também ressalta que a divulgação de informações protegidas por sigilo, com o propósito de influenciar o pleito eleitoral, pode violar princípios fundamentais do direito, como a ampla defesa, o contraditório e o devido processo legal. A empresária já foi alvo de medidas cautelares na Operação Sem Desconto, que incluiu busca e apreensão, bloqueio de bens e a determinação do uso de tornozeleira eletrônica.
