As duas descrições resumem relatos de integrantes do tribunal, assessores diretos de ministros e juízes ouvidos pela CNN ao longo da última semana.

Nos últimos anos, o tribunal se acostumou a lidar com rachas internos que, até então, tinham atingido o ápice durante as investigações da Lava Jato.

OAB-SP propõe a Fachin código de ética digital para ministros do STFCPMI do INSS aposta no STF para prorrogar trabalhosSTF determina prisão de últimos kids pretos livres condenados por golpe Na ocasião, havia uma divisão interna sobre os rumos que o Supremo deveria seguir perante as apurações, o que ficou simbolizado pela troca de acusações em 2018 entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso no plenário da Corte.

A crise, porém, girava mais em torno do debate jurídico sobre os métodos da Lava Jato. Agora, a avaliação de interlocutores da Corte é de que o cenário é diferente e mais grave, diante das citações sobre a proximidade de ministros com os alvos investigados.

Dias Toffoli teve que se declarar suspeito para julgar questões relacionadas ao caso Master após vir à tona a relação comercial de uma empresa do ministro e de sua família com fundos ligados ao Banco Master.

Alexandre de Moraes tem sido pressionado pelo contrato do escritório da esposa, Viviane Barci de Moraes, por um preço acima do mercado.

Diante do cenário, uma ala da Corte defende que o momento pede um movimento de defesa dos magistrados, sob o argumento de que houve vazamentos seletivos e que não há conduta ilegal de nenhum dos dois.

Outro lado, porém, contesta a relação dos dois com Daniel Vorcaro e a avaliação é de que as explicações dadas por ambos, até o momento, não são convincentes e que, caso não sejam complementadas, a crise só tende a aumentar.

O impasse é visto como quase insuperável, o que fez azedar também as relações dentro do tribunal.