A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentou uma proposta que pode impactar o bolso dos catarinenses em breve. Foi apresentada a Revisão Tarifária Periódica da Celesc Distribuição, que prevê um reajuste médio de 11,77% nas tarifas de energia elétrica. Caso aprovada, a mudança teria vigência a partir de agosto, após um período de consulta pública. O valor final, no entanto, ainda não é oficial e a divulgação definitiva está prevista para o próximo mês.

Este tipo de reajuste, conhecido como Revisão Tarifária Periódica, é um procedimento padrão realizado pela agência federal. O objetivo é avaliar os custos operacionais, os investimentos realizados pelas concessionárias e a qualidade dos serviços prestados aos consumidores em todo o país. A medida visa garantir a sustentabilidade financeira das empresas distribuidoras e, ao mesmo tempo, fiscalizar a eficiência e a qualidade do fornecimento de energia.

Em comunicado oficial, a Celesc Distribuição buscou esclarecer a composição da tarifa de energia. A empresa reiterou que o reajuste proposto segue as normas estabelecidas pelo governo federal e que o valor total cobrado na conta de luz não é integralmente destinado à distribuidora. "É importante destacar que apenas uma pequena parcela da tarifa corresponde à atividade de distribuição", explicou Pilar Sabino, diretora de Regulação da Celesc.

Sabino detalhou ainda que a maior parte dos valores arrecadados com a conta de energia elétrica está relacionada a outros componentes essenciais para o funcionamento do setor. Estes incluem a compra de energia no mercado atacadista, os custos de transmissão para levar a energia aos consumidores, os tributos federais e estaduais, além de encargos setoriais e políticas públicas que são definidas em âmbito nacional. A intenção é mostrar que o reajuste não se limita apenas aos custos da distribuidora local, mas reflete um conjunto complexo de fatores do setor energético brasileiro.