Mais de 1,7 milhão de catarinenses devem receber, ainda no primeiro semestre de 2026, o décimo terceiro salário antecipado. A medida, voltada a aposentados e pensionistas do INSS, terá impacto direto na economia do estado, com a previsão de injetar cerca de R$ 3,8 bilhões.

Em todo o país, a iniciativa alcança aproximadamente 35,2 milhões de pessoas e deve movimentar R$ 78,2 bilhões, segundo estimativas do governo federal. A antecipação foi oficializada por decreto presidencial publicado na última semana.

Diferente do calendário tradicional, que concentra os depósitos no segundo semestre, o pagamento será realizado em duas parcelas já nos próximos meses. A primeira metade do valor será liberada entre 24 de abril e 8 de maio. Já a segunda parcela está prevista para o período de 25 de maio a 8 de junho.

O cronograma segue o número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito após o traço, como ocorre nos pagamentos regulares da Previdência.

A antecipação busca ampliar o poder de compra das famílias logo no início do ano, além de estimular setores do comércio e serviços em um período estratégico.

O benefício será pago a segurados que receberam, ao longo de 2026, aposentadoria, pensão por morte, auxílio-acidente, auxílio-reclusão, benefício por incapacidade temporária ou salário-maternidade.

Por outro lado, nem todos os assistidos pelo INSS entram na lista. Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e da Renda Mensal Vitalícia não terão direito ao pagamento antecipado.

Dados mais recentes da folha de pagamento indicam que a maior parte dos segurados recebe valores mais próximos do piso nacional. Cerca de 66,2% dos beneficiários ganham até um salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621.

Outros 11,9 milhões recebem acima desse valor, enquanto um grupo menor, de 13,7 mil pessoas, atinge o teto da Previdência, hoje estabelecido em R$ 8.475,55.

A antecipação do décimo terceiro, além de beneficiar diretamente milhões de brasileiros, reforça a estratégia de aquecimento econômico no início do ano, período em que tradicionalmente há maior pressão sobre o orçamento das famílias.