Com a regra, fica proibido: o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda, o transporte e o uso do medicamento.

Ou seja, a proibição vai além da venda dentro do Brasil. Ela também alcança uma prática comum entre pacientes, que é de atravessar a fronteira, comprar o medicamento no Paraguai e trazê-lo para uso próprio. Mesmo nesse caso, individual e sem fins comerciais, o produto segue irregular — e transportá-lo para o Brasil também é proibido.

A justificativa da agência é a falta de registro sanitário, exigência para qualquer medicamento circular no país. É esse registro que atesta que o produto passou pela análise de segurança e eficácia.

Antes da T36, ao menos nove marcas de tirzepatida fabricadas no Paraguai já haviam sido proibidas pela Anvisa: Lipoless, Tirzec, Gluconex, Tirzedral, Slimex MD, Slimex, Rapha e a tirzepatida produzida pelas marcas Synedica e TG.

A nova proibição amplia o cerco da agência contra produtos paraguaios sem registro no Brasil — um mercado que, ao mesmo tempo, se transformou em um cabo de guerra na Justiça.