Pernambuco registrou uma série de ataques de tubarão em um curto período, intensificando o debate sobre a segurança nas praias do estado. Em apenas dois dias, dois incidentes graves chocaram a população: um menino de 11 anos perdeu uma perna após ser atacado na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e um adolescente de 13 anos morreu em Olinda. Estes ataques somam-se a outros incidentes recentes, totalizando o terceiro ataque em 2026.
Na segunda-feira (1º), um quarto ataque foi registrado. Uma jovem de 19 anos foi atacada na Praia de Boa Viagem, no Recife, e precisou de atendimento médico emergencial, sendo encaminhada ao Hospital da Restauração. A recorrência desses eventos levanta sérias questões sobre as medidas de prevenção e segurança implementadas no litoral pernambucano.
Em resposta à escalada de ataques, o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa apresentou um requerimento na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A solicitação visa pressionar o Governo do Estado e as prefeituras a implementarem um plano de segurança concreto para as áreas de maior risco. Entre as propostas estão a instalação de telas de proteção e a reintrodução do monitoramento de tubarões, práticas que foram suspensas há anos.
Feitosa criticou a aparente falta de prioridade dada à segurança dos banhistas em comparação com outras situações de emergência. Ele comparou a situação com as ações tomadas durante a pandemia de Covid-19, quando recursos como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e helicópteros foram mobilizados diariamente para garantir o cumprimento das restrições. O parlamentar também destacou o sucesso de medidas similares na Austrália, onde redes de proteção instaladas desde 1951 resultaram em apenas uma morte em praias protegidas. "Se funciona lá, pode funcionar aqui", afirmou, enfatizando que "chega de omissão" diante dos 84 ataques registrados desde 1992.
