A Pinkfong Co., empresa por trás da música viral “Baby Shark”, está prestes a começar a negociar ações na Bolsa de Valores de Seul nesta terça-feira, após uma grande procura por parte dos investidores em sua oferta pública inicial (IPO). Embora o IPO tenha arrecadado apenas 76 bilhões de won (cerca de R$ 282 milhões), as ações foram precificadas em 38 mil won cada, o valor máximo da faixa de preço divulgada. O negócio foi tão popular que os investidores se ofereceram para comprar mais de 600 vezes o número de ações que estavam sendo vendidas, de acordo com comunicados.

Aproveitando o sucesso de “Baby Shark”, o vídeo mais assistido de todos os tempos no YouTube, a empresa está abrindo seu capital para expandir seus negócios além das telas infantis e provar que pode ser uma empresa de mídia completa, capaz de produzir o próximo grande sucesso. A estreia também ocorre em um momento em que o entretenimento coreano ganha popularidade mundialmente, graças a bandas de K-pop como BlackPink e BTS.

“Aqueles que estão investindo na Pinkfong provavelmente estão apostando em ganhar na loteria”, disse Kim Dojoon, diretor de investimentos da Zian Investment Management. Ele traçou paralelos com a SAMG Entertainment Co., que mais que triplicou de tamanho este ano graças à popularidade de sua série animada "Catch! Teenieping".

O portfólio da empresa inclui "Pinkfong" — seu mascote raposa —, Baby Shark, Bebefinn e Sealook. Muitos de seus personagens são patenteados, o que ajuda a empresa a reduzir sua dependência de Baby Shark para gerar receita. A franquia Bebefinn já ultrapassou Baby Shark em termos de receita de conteúdo, segundo o CEO Kim Min-seok.