O Instituto Brasil Solidário (IBS) deu início a uma ambiciosa iniciativa na Bahia, o projeto "Jogar e Aprender: Protagonismo Infantojuvenil com Jogos Educativos". Com o objetivo de fortalecer a educação financeira e cidadã entre os jovens, o programa beneficiará aproximadamente 150 mil estudantes em cerca de 500 escolas municipais e estaduais ao longo de 2026. A implementação conta com o apoio financeiro do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), por meio do Fundo Estadual da Criança e do Adolescente (Fecriança), e uma colaboração estratégica com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CECA).
O projeto chega a um estado que enfrenta desafios educacionais notórios, evidenciados pelo baixo desempenho do Ensino Médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2023, que ficou aquém da meta nacional. O IBS acredita que a intervenção precoce no ambiente escolar é fundamental para reverter esse quadro. Para isso, o programa prevê a capacitação de mil educadores, com 800 deles participando de cursos à distância e 200 em atividades presenciais, todos com certificação.
As escolas participantes receberão um total de 5 mil kits contendo jogos desenvolvidos pelo próprio IBS. Esses materiais, que incluem tabuleiros e jogos de cartas adaptados a diferentes faixas etárias, abordam de maneira lúdica temas cruciais como planejamento financeiro, consumo consciente, prevenção ao endividamento, empreendedorismo e sustentabilidade. Uma característica importante é a inclusão de recursos de acessibilidade em Libras, garantindo que o aprendizado seja inclusivo. A metodologia proposta integra esses jogos ao currículo da educação básica de forma transversal, em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
"A educação financeira precisa estar conectada ao cotidiano dos estudantes e das famílias brasileiras", destaca Luis Salvatore, presidente do Instituto Brasil Solidário. Ele ressalta que, quando os professores se apropriam da metodologia e integram o tema às aulas, o aprendizado ganha sentido e continuidade, estendendo-se às famílias através dos alunos engajados. A urgência da iniciativa é reforçada por dados alarmantes sobre inadimplência e analfabetismo financeiro no país, que afetam diretamente o endividamento familiar. O IBS, com base em sua experiência em outras regiões, comprova que a escola é um ambiente propício para a interrupção desse ciclo vicioso, promovendo não apenas conhecimento, mas também empoderamento, especialmente para as educadoras, 80% das quais são mulheres.
