O Banco Mundial divulgou uma revisão em suas projeções econômicas para o Brasil, reduzindo a expectativa de crescimento para 1,9% em 2026. A instituição atribui essa desaceleração esperada a uma combinação de fatores internos e externos que impactam a atividade econômica do país.
Entre os principais motivos apontados estão a desaceleração prevista no ritmo de consumo das famílias brasileiras e a manutenção de taxas de juros em patamares elevados. Adicionalmente, um cenário internacional mais adverso, marcado pelo conflito no Oriente Médio, tem elevado os preços da energia, pressionado a inflação e contribuído para a manutenção de condições monetárias mais restritivas por um período prolongado.
O relatório do Banco Mundial também destaca o enfraquecimento do comércio global como um fator limitante para o crescimento. A instituição prevê que a desaceleração econômica se estenda por diversas regiões em 2026, influenciada pelas consequências do conflito no Oriente Médio, pela menor dinâmica do comércio internacional e pelo aperto das políticas monetárias em escala global. No Brasil, a projeção de crescimento mais modesto em 2026 está associada a uma expansão mais suave tanto no consumo privado quanto nas exportações, em comparação com o ano anterior.
As condições financeiras mais rigorosas continuam a impor limites ao consumo e aos investimentos no país. A desinflação, segundo o Banco Mundial, estagnou em meio a novas pressões relacionadas aos custos de energia. Apesar desses desafios, a economia brasileira ainda se beneficia do desempenho robusto das exportações de commodities. Para o médio prazo, entre 2027 e 2028, o Banco Mundial projeta um crescimento médio de 2,1% para o Brasil.
