O cenário energético brasileiro trará um alívio para o bolso dos consumidores em outubro. O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou nesta sexta-feira (25) a adoção da bandeira tarifária verde para o próximo mês, o que significa que não haverá cobrança adicional nas contas de luz.

Essa mudança representa uma economia direta para os lares e empresas do país. A bandeira amarela, que estava vigente desde maio e impunha um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, será desativada. A transição para a bandeira verde é vista como um reflexo positivo das ações implementadas ao longo do ano pelo governo e pelo setor elétrico.

"Sua conta de energia mais barata com a bandeira verde em outubro. Além de diminuir custo de vida e de produção, é uma demonstração do resultado das ações que têm sido adotadas ao longo de todo o ano", destacou o ministro. Ele atribuiu o cenário favorável às chuvas registradas no período e a um planejamento estratégico eficaz, que considerou os efeitos do El Niño e a participação de todas as entidades do setor elétrico.

O sistema de bandeiras tarifárias foi instituído em 2015 com o propósito de sinalizar aos consumidores os custos variáveis da geração de energia. Ele considera fatores como a disponibilidade hídrica, a expansão das fontes renováveis e a necessidade de acionar usinas termelétricas, que geralmente possuem um custo operacional mais elevado. Antes da bandeira amarela, a bandeira verde esteve em vigor de janeiro a abril deste ano.