A suspensão das visitas foi determinada em julho, quando Moraes concluiu que o senador havia sido usado como intermediário para divulgar uma manifestação de teor político-eleitoral escrita pelo ex-presidente. A restrição ao senador termina em 11 de outubro.
Na petição, a defesa pede, como pedido principal, o restabelecimento do regime ordinário de visitas a Bolsonaro. Os advogados argumentam que já decorreu período significativo desde a adoção das restrições e que não houve novos episódios que justifiquem a manutenção do regime excepcional.
Tarcísio diz acreditar que Republicanos apoie Flávio no 2º turnoMendonça multa Flávio Bolsonaro por impulsionar propaganda contra LulaEleição presidencial: 3º colocado tem pior resultado desde redemocratização Como pedido alternativo, solicitam que Moraes autorize, em caráter excepcional, uma única visita de Flávio antes de 11 de outubro. Segundo a defesa, o encontro teria natureza "exclusivamente familiar" e ocorreria em data e horário previamente combinados com o local onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Os advogados também ressaltam que faltam poucos dias para o fim da proibição. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.
Em 13 de julho, Moraes, suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai, Jair Bolsonaro. A decisão veio após o senador tornar pública uma carta redigida pelo ex-presidente na qual empodera o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
Na decisão, Moraes ressaltou que uma das medidas cautelares contra o dirigente de direita era a proibição “de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.
“Não há dúvidas, portanto, de que a conduta irregular de Flávio Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”, afirmou.


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