Tarifa adicional vale para volumes que ultrapassarem a cota anual de 1,1 milhão de toneladas destinada ao mercado chinês
Pedaços de carne em açougue. | Ricardo Moraes/Reuters
A China começará a cobrar uma tarifa adicional de 55% sobre as remessas de carne bovina do Brasil a partir desta quinta-feira (1º), depois que o país atingiu sua cota anual de 1,1 milhão de toneladas, informou o Ministério do Comércio nesta quarta-feira (30).
O governo chinês anunciou a tarifa adicional, aplicável a todos os fornecedores, em janeiro, para proteger seu setor pecuário nacional. O imposto se soma à tarifa de importação padrão de 12%, elevando para 67% o imposto total de importação do Brasil sobre todas as remessas que excedam sua cota.
O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, atingirá sua cota anual de 1,1 milhão de toneladas para remessas à China nesta quarta, informou o Ministério do Comércio da China.
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Todos os olhos estão voltados para saber se a China, maior compradora de carne bovina brasileira, renovará seu sistema de cotas para 2027 até o final do ano.
Estima-se que o volume total de exportações de carne bovina do Brasil caia 10% em 2026 em relação ao ano anterior, segundo estimativas da associação de empresas do setor de carnes Abiec, em meio a restrições impostas por Pequim e a uma medida semelhante adotada recentemente pela União Europeia.
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Paralelamente, o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil informou na noite de terça-feira (29) que a Administração-Geral das Alfândegas da China habilitou quatro novas plantas brasileiras para exportar carnes ao mercado chinês.
De acordo com comunicado à imprensa, foram habilitadas duas unidades de carne bovina: a Supremo Carnes, localizada em Carlos Chagas, Minas Gerais, e a Masterboi, em Canhotinho, Pernambuco.
Já no setor de carne de frango, foram autorizadas a Avivar Alimentos, de São Sebastião do Oeste, Minas Gerais, e a Cooperativa Dália Alimentos, de Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul.
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