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2.jul.2026 às 6h00 Diminuir fonte Aumentar fonte Helena Schuster Pelotas (RS) O Brasil caiu sete posições na edição de 2026 do ranking de competitividade do instituto suíço IMD, figurando em 65º entre os 70 países analisados. O ranking anual é organizado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria técnica com a Fundação Dom Cabral.

O instituto afirma que o ranking, realizado há 38 anos, "analisa e classifica a capacidade dos países de criar e manter um ambiente que sustente a competitividade das empresas".

A análise avalia os países segundo indicadores agrupados em quatro pilares: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. Neste ano, o Brasil perdeu posições em todos eles —com destaque para a eficiência empresarial e governamental, fatores nos quais o país caiu, respectivamente, 11 e seis posições.

A forte queda em 2026 reverte o resultado brasileiro na edição passada da lista. Em 2025, o Brasil havia subido quatro posições em relação a 2024. O crescimento dos gastos governamentais é um dos principais desafios brasileiros elencados pelo IMD.

A nova posição do Brasil deixa o país diretamente atrás de Gana (64º) e à frente de Botsuana (66º). Dentre os seis países da América Latina analisados pelo instituto, apenas a Venezuela, última colocada da lista, fica atrás do Brasil. Estão melhor colocados Chile (43º), Argentina (58º), Colômbia (59º) e Peru (60º).

No outro extremo da lista, estão Singapura (1º), Hong Kong (2º) e Suíça (3º). Singapura retomou o primeiro lugar, que havia perdido para a Suíça em 2025.

"O retorno de Singapura ao primeiro lugar é talvez a ilustração mais clara de um tema mais amplo que permeia os resultados de 2026. Ou seja, a capacidade adaptativa de uma economia para corrigir seu rumo de forma eficiente tornou-se um importante ativo competitivo", aponta o relatório.

Após três anos de queda, os Estados Unidos (10º) voltaram a subir no ranking e figurar entre os dez primeiros colocados. O retorno ao top 10, segundo o IMD, é impulsionado por uma recuperação acentuada no sentimento dos executivos, indicando "que a confiança empresarial se recuperou mais rapidamente do que os fundamentos fiscais e comerciais subjacentes justificariam".

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