O governo brasileiro expressou veementemente sua discordância em relação à decisão dos Estados Unidos de impor tarifas sobre produtos que comprovadamente utilizem trabalho forçado em sua cadeia produtiva. A medida, anunciada pelo governo americano, foi recebida com surpresa e desapontamento pelo Itamaraty, que emitiu uma nota oficial detalhando a posição do país.
Em sua manifestação, o Ministério das Relações Exteriores destacou que a ação dos EUA é unilateral e lamentou a ausência de um esforço cooperativo internacional para lidar com a questão. O Brasil reitera seu compromisso histórico e inabalável com a erradicação de todas as formas de trabalho análogo à escravidão, combatendo ativamente essa prática em seu território e colaborando em fóruns internacionais para seu combate global.
A nota oficial também sinalizou que o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade caso a política americana de imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, sob a alegação de trabalho forçado, venha a se concretizar e persistir. Essa postura reflete a defesa dos interesses nacionais e a busca por um tratamento equitativo nas relações comerciais bilaterais.
O governo brasileiro reforça a importância do diálogo e da cooperação multilateral para solucionar questões complexas como o trabalho forçado, buscando mecanismos que não prejudiquem o comércio internacional de forma desproporcional ou sem a devida concertação entre os parceiros comerciais. A expectativa é que os EUA reconsiderem sua abordagem e busquem soluções conjuntas.