A capital federal, Brasília, tornou-se sede entre os dias 15 e 26 de junho de uma importante iniciativa internacional focada no fortalecimento da resposta a emergências em saúde pública. O Curso HELP (Health Emergencies Large Populations) é uma formação que visa aprimorar as capacidades de gestão, preparação e resposta a surtos epidêmicos, emergências humanitárias e desastres em larga escala. A capacitação é uma realização conjunta da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSAP) de Cuba e conta com o apoio fundamental do Ministério da Saúde (MS) brasileiro.
O curso reúne 32 participantes de diversas áreas, incluindo profissionais de saúde, de sete países das Américas: Brasil, Cuba, Argentina, México, Panamá, Venezuela e São Tomé e Príncipe. Essa colaboração se insere no âmbito da cooperação entre o Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), e a ENSAP. O Brasil, atuando como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS), reforça seu compromisso com a saúde global através desta formação, que é a única ministrada em espanhol e se consolida como um pilar para os países da região.
O principal objetivo do Curso HELP é aprimorar as competências técnicas e estratégicas tanto do Ministério da Saúde brasileiro quanto dos demais países participantes. A programação abrange metodologias e ferramentas essenciais para a gestão integrada de desastres e epidemias, promovendo um ambiente propício para a troca de conhecimentos e a disseminação de boas práticas identificadas em diferentes contextos internacionais. A iniciativa busca garantir uma atuação mais coordenada e eficiente diante de cenários sanitários desafiadores.
Edenilo Barreira, diretor do DEMSP, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento das capacidades nacionais e regionais. Segundo ele, o curso está alinhado com agendas globais de saúde e de redução de riscos, enfatizando o compromisso do Ministério com a resposta a emergências. Durante as duas semanas de atividades intensivas, os participantes terão acesso a conteúdos teóricos e práticos que incluem planejamento, coordenação, avaliação de riscos e tomada de decisões. O currículo aborda desde o direito internacional humanitário e ética em ação humanitária até aspectos técnicos cruciais como vigilância epidemiológica, saúde mental, saneamento e comunicação em crises, preparando os profissionais para lidar com as complexidades de grandes emergências.
