O Brasil e o México deram mais um passo relevante na agenda internacional de saúde ao assinarem, nesta quarta-feira (8), em Brasília, um Memorando de Entendimento (MOU) voltado à cooperação técnica, científica e institucional. O acordo foi firmado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo secretário de Saúde do México, David Kershenobich Stalnikowitz, com o objetivo de fortalecer os sistemas públicos de saúde e ampliar o acesso da população a serviços, tecnologias e medicamentos.

O memorando estabelece bases para atuação conjunta em áreas estratégicas, como inovação tecnológica, desenvolvimento de vacinas, vigilância em saúde, controle de vetores, formação de profissionais e assistência farmacêutica. A iniciativa também busca promover a equidade e o bem-estar das populações, com intercâmbio de experiências e fortalecimento das capacidades nacionais em saúde pública.

O secretário de Saúde do México, David Kershenobich Stalnikowitz, ressaltou o interesse do país em aprofundar a cooperação com o Brasil e destacou o SUS como referência internacional. “O México vê no SUS uma inspiração importante para avançar na construção de um sistema mais integrado e acessível. Queremos desenvolver ações conjuntas com o Brasil, especialmente nas áreas farmacêutica, de vacinas e inovação, fortalecendo nossas capacidades e garantindo mais acesso à saúde para nossas populações”, declarou.

O memorando prevê cooperação em frentes consideradas estratégicas para os dois países. Entre elas estão o desenvolvimento de tecnologias em saúde, com estímulo à produção local de insumos e ao avanço da pesquisa clínica; o fortalecimento da produção e avaliação de vacinas, incluindo plataformas inovadoras como RNA mensageiro; e a troca de informações epidemiológicas para o enfrentamento de arboviroses e outras doenças infecciosas.

Também estão previstas ações conjuntas para qualificação de profissionais, intercâmbio de conhecimentos e aprimoramento de políticas públicas voltadas a doenças associadas à vulnerabilidade social, como HIV, hepatites, tuberculose e transtornos de saúde mental.

Na área farmacêutica, a parceria inclui a troca de experiências sobre políticas de acesso a medicamentos e uso racional, além da identificação de oportunidades de investimento e desenvolvimento conjunto.

Como desdobramento do acordo, Brasil e México devem instituir mecanismos permanentes de coordenação, incluindo um comitê bilateral e uma mesa de diálogo para acompanhar a implementação das ações e definir prioridades conjuntas. A iniciativa permitirá transformar os compromissos firmados em resultados concretos para os sistemas de saúde e para a população dos dois países.