O Ministério da Saúde do Brasil anunciou que está em fase de avaliação a incorporação de novas tecnologias de prevenção contra o HIV no Sistema Único de Saúde (SUS), com destaque para a PrEP injetável de longa duração. Esta nova modalidade, que seria administrada a cada dois meses, tem o potencial de revolucionar o acesso à prevenção, especialmente para indivíduos que enfrentam desafios na adesão ao tratamento oral diário.

A proposta de incorporação da PrEP injetável foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e sua análise está prevista para agosto. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que o objetivo é ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas eficazes. "O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação", declarou Padilha.

O ministro enfatizou que a avaliação de novas tecnologias no SUS segue critérios técnicos, científicos e econômicos rigorosos, com foco na garantia de acesso à população. "Para nós, inovação sem acesso não deveria ser chamada de inovação. Inovação sem acesso é injustiça", afirmou, reforçando o compromisso do governo em tornar as inovações acessíveis a todos.

Atualmente, o SUS já disponibiliza a PrEP oral, que desde sua incorporação já auxiliou 356 mil pessoas no início da profilaxia. Além da PrEP, o sistema de saúde público brasileiro oferece uma gama completa de estratégias de prevenção e tratamento do HIV, incluindo preservativos, gel lubrificante, PEP (Profilaxia Pós-Exposição), testagem rápida, autoteste, tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico e multiprofissional. O país também se destaca internacionalmente por ter sido certificado pela OPAS/OMS pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, demonstrando um avanço significativo na redução da incidência da infecção em crianças.