Atualmente, o fármaco é utilizado na rede pública apenas para casos avançados de melanoma (câncer de pele). Com a nacionalização da tecnologia, a meta é ampliar o uso dessa imunoterapia para outros tipos de tumores, como os de mama, pulmão, esôfago e colo do útero.
A parceria foi estabelecida com a farmacêutica internacional MSD, que realizará a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan. A instituição terá um prazo de até dez anos para adaptar sua capacidade produtiva e suprir a demanda nacional. O acordo visa garantir autonomia na fabricação, reduzir a dependência de importações e diminuir os custos operacionais para o SUS.
Diferente da quimioterapia convencional, que ataca as células de forma mais agressiva e gera efeitos colaterais intensos, o pembrolizumabe é uma imunoterapia. Ele atua estimulando o sistema imunológico do próprio paciente a identificar e combater as células tumorais de maneira mais precisa.
A expansão do uso do medicamento para novas indicações (mama, pulmão, esôfago e colo do útero) está em fase de avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
