O Brasil está posicionado para reassumir a oitava posição no ranking das maiores economias globais em 2027, de acordo com as projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI). Este marco representa um retorno a uma posição de destaque que o país já ocupou anteriormente, tendo alcançado a 9ª posição em 1986 e a 7ª em 1995. A expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro atinja a marca de US$ 2,8 trilhões no próximo ano, ultrapassando economias como a da Itália e da Rússia.

As projeções do FMI indicam que, em 2027, os Estados Unidos continuarão liderando o ranking com um PIB estimado em US$ 34,44 trilhões, seguidos de perto pela China em segundo lugar. Completando o top 5 das maiores economias globais projetadas para aquele ano estão Alemanha, Índia e Reino Unido. No ano anterior, 2026, o Brasil deve figurar na décima posição, com um PIB projetado de US$ 2,65 trilhões, após uma revisão na previsão de crescimento para o período.

O Fundo Monetário Internacional estima que a economia brasileira registrará um crescimento de 2,2% neste ano e de 1,9% em 2027, após uma expansão de 2,3% em 2023. Otaviano Canuto, ex-diretor do FMI, comentou que essa recuperação na classificação reflete tendências econômicas em andamento no país, embora também tenha apontado que a economia brasileira está em uma fase de desaceleração. A análise do FMI sugere que esse movimento de ascensão na posição global deve se estender até 2031, com o Brasil mantendo a oitava colocação por pelo menos mais cinco anos.

Adicionalmente, o FMI destacou um alerta geral para as grandes economias sobre a situação fiscal, enfatizando a necessidade de os governos implementarem medidas antes que os mercados financeiros imponham restrições. A projeção indica que o PIB brasileiro deve superar a marca de US$ 3 trilhões em 2029. Em outro ponto de sua análise, o FMI nota uma queda na relevância econômica da Rússia, que será ultrapassada por Canadá, Coreia do Sul e México no ranking global até 2031.