O Brasil se prepara para sediar um marco no avanço da saúde com a realização do I Simpósio Internacional de Smart Hospitals and AI in Healthcare, em São Paulo, entre os dias 5 e 7 de agosto. O evento, que acontecerá juntamente com o II International Symposium on Critically Ill Patients (ISCIP), tem como objetivo principal discutir e planejar a construção do futuro da saúde no país, enfatizando a importância da ciência, do planejamento estratégico, da coragem institucional e da aplicação da tecnologia em benefício da população.
O simpósio, organizado pela Disciplina de Emergências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), servirá como um ponto de convergência para a medicina intensiva, emergência, inteligência artificial, inovação hospitalar e o cuidado humano. Mais de mil profissionais já confirmaram presença, demonstrando o grande interesse na temática. O encontro contará com a participação de 12 renomados convidados internacionais, provenientes de diversos continentes e sistemas de saúde, que compartilharão suas experiências e conhecimentos em áreas cruciais como terapia intensiva, ventilação mecânica, tratamento de choque, AVC, sepse e trauma.
Entre os palestrantes confirmados estão Devi Shetty, que apresentará a experiência indiana em assistência em larga escala, buscando conciliar qualidade, eficiência e acesso; Zhixun Wang, que detalhará a incorporação de tecnologia no Zhongshan Hospital, na China; e Gregory Albers, que discutirá o papel da inteligência artificial na triagem, pesquisa clínica e tratamento de AVC. Outros especialistas de renome internacional abordarão temas que definem os limites da medicina moderna, com foco em salvar vidas.
Um dos pontos altos do evento será a apresentação do projeto do primeiro hospital público inteligente do Brasil, que tem previsão de construção a partir de 2027 no Complexo Hospital das Clínicas da FMUSP. A iniciativa busca não apenas importar modelos estrangeiros, mas desenvolver uma solução brasileira adaptada às necessidades do SUS, às desigualdades regionais e à vasta dimensão continental do país. O objetivo é que o hospital inteligente utilize dados para antecipar riscos, otimizar fluxos de atendimento, auxiliar na tomada de decisões clínicas, minimizar erros e garantir que o paciente receba o tratamento adequado no momento certo, reforçando a soberania tecnológica e a produção de conhecimento nacional.
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FA%2Fo%2FzOy7wuTeOf4FUbpy9FcA%2Fsaude.jpg&w=3840&q=75)