O governo federal lançou oficialmente o programa Brasil Soberano 3, uma iniciativa voltada para o fortalecimento da economia nacional através de novas linhas de financiamento. As taxas de juros para estas operações de crédito terão uma variação anual entre 3% e 9,8%, sendo ajustadas de acordo com o porte da empresa beneficiada e a finalidade específica do financiamento. A liberação dos recursos ocorrerá de forma gradual, conforme o comitê gestor do plano definir os valores alocados para cada modalidade de crédito.
A medida provisória que estabelece as diretrizes do programa foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em discurso, o presidente expressou confiança na capacidade do Brasil de superar crises, como a relação tensa com os Estados Unidos, e destacou o acordo entre Mercosul e União Europeia como prova da resiliência econômica do país. Lula enfatizou que "Não há crise que impeça o Brasil de seguir a sua trajetória de continuar com a economia crescendo".
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil Soberano 3 está preparado para responder a possíveis novas tarifas impostas por outros países. Essa declaração surge em um contexto de expectativa de uma sobretaxa adicional de 12,5% por parte do governo americano, alegando falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou todas as tarifas americanas como "injustas e injustificadas", tanto as relacionadas à concorrência desleal quanto as que apontam falhas na proibição de produtos feitos com trabalho forçado.
O ministro Durigan explicou que o programa não é uma medida genérica, mas sim uma resposta sob medida para os setores produtivos, com um aporte inicial de R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional, complementado por fontes próprias do BNDES. A alocação dos recursos será avaliada de forma pontual e proporcional às necessidades. A regulamentação detalhada do Brasil Soberano 3 está prevista para ser divulgada "no curtíssimo prazo", segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
