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6.nov.2026 às 15h51 Atualizado: 6.nov.2026 às 15h53 Diminuir fonte Aumentar fonte Bernardo Caram Brasília | Reuters A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,318 bilhões (R$ 51,249 bilhões) em outubro, recorde para o mês desde o início da série histórica, que começa em 1989. O resultado foi impulsionado pelas exportações, marcadas por vendas expressivas de petróleo, apontou nesta sexta-feira (6) o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

O desempenho do mês é fruto de US$ 37,807 bilhões (R$ 207,938 bilhões) em exportações, uma alta de 20% na comparação com outubro do ano passado, e US$ 28,490 bilhões (R$ 156,695 bilhões) em importações, elevação de 14,8%. Ambos também registraram os maiores valores da história para o mês.

O resultado foi um pouco melhor do que o esperado pelo mercado, que previa em pesquisa da Reuters um saldo positivo de US$ 9,05 bilhões (R$ 49,775 bilhões).

Nas exportações, um impulso de 10,8% no preço médio dos produtos se somou a uma alta de 7,3% no volume exportado, elevando os ganhos.

Houve aumento de 53,5% nos embarques da indústria extrativa, sob efeito de uma forte alta nas vendas de óleos brutos de petróleo, que cresceram 122,6% na comparação com o mesmo mês de 2025, produzindo um incremento de quase US$ 5 bilhões (R$ 27,5 bilhões) no valor exportado.

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A agropecuária registrou uma alta de 12,8% nas exportações, sob impulso das vendas de soja e café não torrado. A indústria de transformação, por sua vez, vendeu 7,7% a mais ao exterior, com maiores embarques de combustíveis, farelo de soja, celulose e carnes de aves.

No recorte por regiões, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras cresceu de 7,3% em outubro de 2025 para 11,4% no mês passado —o valor exportado para o país norte-americano subiu 87% no mês.

Também houve ganhos nos embarques para a União Europeia, com participação passando de 14,5% para 16%, mas na China a fatia caiu de 28,8% para 22,7%.

Do lado das importações, houve alta de 86,8% na chegada ao país de combustíveis, crescimento de 25,9% de bens de consumo, 4,0% em bens de capital e 2,7% em bens intermediários.

No acumulado de janeiro a outubro, o país soma um superávit comercial de US$ 71,040 bilhões (R$ 390,720 bilhões), acima do saldo positivo de US$ 52,985 bilhões (R$ 291,418 bilhões) do mesmo período de 2025.

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