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24.mar.2026 às 16h01 Diminuir fonte Aumentar fonte Ouvir o texto Isadora Albernaz Brasília O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) repetiu uma promessa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou nesta terça-feira (24) que criará o Ministério da Segurança Pública caso seja eleito presidente da República nas eleições de outubro.

Flávio deu a declaração em vídeo publicado nas redes sociais ao lado do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e que será candidato ao Senado.

"O Derrite trouxe para mim algumas propostas sobre segurança pública que vamos analisar com muito carinho. A nossa convergência é total nesse assunto e, como tem muita gente perguntando já sobre ministros e ministérios, já quero anunciar aqui um compromisso público de que vai haver pela primeira vez na história do Brasil um ministério permanente da segurança pública", declarou.

A mesma promessa de desmembrar o ministério foi feita por Lula ainda durante a campanha eleitoral de 2022, mas ele não colocou a ideia em prática. Hoje, a área de segurança pública está dentro da pasta da Justiça, comandada por Wellington César Lima e Silva.

Lula tem condicionado esse plano à aprovação de uma emenda à Constituição que aumente as atribuições da União na área. A PEC sobre o tema foi aprovada na Câmara em março deste ano e está no Senado.

No vídeo, Flávio também pressiona Lula a não vetar trechos do PL Antifacção, projeto relatado por Derrite na Câmara. O pré-candidato afirmou que o texto enviado pelo governo federal era "muito fraco" e que o Congresso Nacional conseguiu aprovar uma proposta "mais severa" para combater o crime organizado.

"É uma inovação, um divisor de águas muito importante para a gente começar a resolver o problema da segurança pública no Brasil. O que me deixa muito preocupado é que, se fosse eu o presidente da República, esse projeto já ia ser aprovado e entrar em vigor, ia começar a valer imediatamente", disse.

Como mostrou a Folha, no entanto, Lula deve sancionar o PL Antifacção com vetos nesta terça. O principal trecho que será barrado pelo presidente previa que pessoas sem vínculo com facções criminosas receberiam a mesma pena —de 12 a 30 anos— que integrantes desses grupos em alguns tipos de crime.

A lista inclui ações com emprego de violência contra população e agentes públicos, controle social econômico, promoção de ataques a instituições financeiras e prisionais, entre outras.

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