O tabuleiro político de Santa Catarina está sendo montado para a próxima eleição, com movimentações intensas na região Sul, considerada um reduto eleitoral estratégico. O atual governador, Jorginho Mello, demonstra preparo para a reeleição, com o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), sendo apontado como um nome forte para compor a chapa como vice. Silva renunciou à prefeitura para se habilitar a futuras disputas e tem circulado pela região Sul, consolidando sua imagem administrativa e capacidade de diálogo.
Em contrapartida, João Rodrigues (PSD) vem fortalecendo sua posição como líder de uma frente oposicionista conservadora. Sua agenda recente incluiu visitas a municípios do Sul catarinense, acompanhado por figuras chave como Carlos Chiodini, cotado para vice em sua chapa, e o senador Esperidião Amin. Um movimento de peso foi a participação de Antídio Lunelli (MDB) nas agendas, sinalizando uma articulação orgânica entre MDB, Progressistas e o projeto liderado por Rodrigues.
As articulações não se limitam a visitas pontuais. O grupo de João Rodrigues tem percorrido cidades como Laguna, Imbituba, São Ludgero, Orleans, Tubarão e Braço do Norte, marcando presença e buscando capilaridade regional. Paralelamente, o governador Jorginho Mello também tem concentrado sua agenda na região Sul, inaugurando obras rodoviárias e assinando novas ordens de serviço em Criciúma e Treviso, culminando em um evento em Nova Veneza.
O evento em Nova Veneza se configura como um marco, reunindo Jorginho Mello e João Rodrigues no mesmo palco para receberem o título de cidadão honorário da cidade. Este será o primeiro encontro público entre os dois após a adesão explícita de Antídio Lunelli ao projeto de Rodrigues. O cenário político catarinense parece se consolidar em torno desses dois grandes campos conservadores, com a máquina estadual e resultados administrativos de um lado, e a estruturação de uma frente oposicionista do outro, em um contexto nacional de busca por governos sem escândalos.
