A busca por profissionais de educação especial no Brasil aumentou 41% entre janeiro e fevereiro de 2026. O levantamento foi divulgado pelo GetNinjas na sexta-feira (13). A plataforma de contratação de serviços registrou expansão na demanda por atendimento pedagógico voltado a autismo, dislexia, déficit de atenção e hiperatividade.
O GetNinjas identificou crescimento na contratação de psicopedagogos, tutores de inclusão e especialistas em distúrbios de aprendizagem. O fenômeno ocorre com o retorno às atividades escolares. Nesse período, as necessidades de adaptações curriculares e as dificuldades de aprendizagem tornam-se mais evidentes. Segundo dados da plataforma, o aumento na procura reflete uma mudança no comportamento das famílias, que passam a buscar suporte técnico logo nos primeiros dias de aula.
O salto na procura está relacionado ao início do calendário escolar. Pais e educadores identificam com maior clareza as necessidades específicas dos estudantes nessa fase. A busca por intervenção logo no começo do ciclo pedagógico indica mudança no comportamento das famílias. Elas passam a priorizar o suporte técnico desde os primeiros dias de aula para evitar o acúmulo de defasagens ao longo do ano letivo.
Enquanto isso, o Senado Federal avança na discussão sobre o tema. A Comissão de Educação deve votar o projeto de lei 781/2022, do senador licenciado Romário (PL-RJ), que prevê o direito de alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou altas habilidades ao acompanhamento periódico e individualizado, inclusive na educação de jovens e adultos e no ensino remoto. A proposta já foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos, com relatoria da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que destacou que a iniciativa segue diretrizes traçadas pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015).
O projeto em análise no Senado muda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para tornar explícita a obrigação de ofertar atendimento individualizado periódico. Entre as contribuições da relatora Mara Gabrilli estão a sugestão de que o apoio seja organizado por meio do Plano de Atendimento Educacional Especializado, documento pedagógico obrigatório e individualizado que orienta o trabalho na educação especial, com adaptações curriculares e personalização do ensino. A proposta também garante que o acesso a esse atendimento seja feito sem a necessidade de laudo emitido por profissional de saúde, mas apenas com base em avaliação dos próprios profissionais da educação.
Se for aprovado na Comissão de Educação e não houver recurso para votação no Plenário, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados.
O GetNinjas projeta que a procura por especialistas em educação especial permaneça estável durante o primeiro semestre de 2026. A expectativa considera que os planos de ensino se tornarão mais complexos ao longo dos meses. As necessidades individuais de cada estudante ganharão maior destaque na agenda educacional do país. A demanda crescente também representa oportunidade para profissionais das áreas de educação e saúde.
*Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial
