Intercâmbio comercial bilateral totalizou US$ 29,5 bilhões e o deficit do lado brasileiro cresceu 43,3% no período

O intercâmbio totalizou US$ 29,5 bilhões nos primeiros 5 meses deste ano. As exportações brasileiras caíram 16% e somaram US$ 14 bilhões, enquanto as importações vindas do mercado norte-americano recuaram 12,6%, para US$ 15,5 bilhões. O saldo negativo para o Brasil aumentou 43,3% e atingiu US$ 1,5 bilhão.

Os dados constam do relatório Monitor do Comércio Brasil-EUA, divulgado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil). Eis a íntegra (PDF – 704 kB).

O recuo consolida uma tendência que começou em agosto de 2025, quando Trump implementou a sobretaxa contra bens industriais brasileiros. O indicador sinaliza o desaquecimento da relação comercial com o 2º maior parceiro do país e o encarecimento de insumos industriais.

A Amcham declarou que o resultado é o reflexo direto das barreiras tarifárias adicionais de 40% e 50% instituídas no ano passado. De agosto a dezembro de 2025, as vendas externas dos produtos afetados pelas medidas somaram US$ 8,8 bilhões, contra os US$ 11,2 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2024. A contração foi de 21,6% logo após o início das taxas aduaneiras.

O mês de janeiro de 2026 abriu o período com recuo de 25,5% nas exportações para os Estados Unidos, que somaram US$ 2,4 bilhões. Foi o 6º mês consecutivo de retração nas vendas.

A entidade afirmou que a comercialização de itens industriais com imposto majorado despencou 38,2% no início deste ano. Em fevereiro de 2026, a redução das exportações foi de 20,3% em relação a fevereiro de 2025, com o montante de US$ 2,5 bilhões.

A organização empresarial manifestou preocupação com o encarecimento global da cadeia produtiva. O avanço do saldo negativo brasileiro pressiona as contas externas e exige das empresas uma reorganização logística para mitigar perdas tarifárias.