O requerimento foi protocolado pelo líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ). De acordo com ele, a troca no delegado que estava conduzindo as investigações em um “momento sensível” gerou questionamento pela sociedade e precisa ser explicado.
“A troca gerou questionamentos especialmente quanto à continuidade das diligências, preservação das provas produzidas e autonomia das linhas investigativas em andamento. Dessa forma, faz-se imprescindível que a Polícia Federal apresente esclarecimentos oficiais ao Parlamento brasileiro, garantindo transparência institucional e segurança jurídica à população”, diz o texto de Sóstenes.
Comissão vota convite a Andrei por troca de delegado em caso sobre LulinhaOposição na Câmara apresenta convite para PF explicar troca em caso do INSSLíder do PT na Câmara chama Flávio de "cereja do bolo" do Master Por se tratar de um convite, Andrei pode recusar e não comparecer. Para Sóstenes, é imprescindível que a Polícia Federal apresente esclarecimentos oficiais ao Parlamento brasileiro, garantindo transparência institucional e segurança jurídica à população.
Em março, Andrei havia dito que a PF “investigará todos aqueles que tiverem que investigar”. A fala é referência aos inquéritos em voga sobre fraudes no banco liquidado Master, de Daniel Vorcaro, e as fraudes bilionárias do INSS.
Em uma investigação que há citações do “andar de cima” da República, o inquérito do INSS está no STF por relação com políticos e há menções ao nome do filho do presidente. No relatório sob sigilo, a PF apontou supostos pagamentos de mesadas de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, a Lulinha, por meio de uma amiga dele. De acordo com a Polícia Federal, ele seria um sócio oculto. Eles negam.
O setor da Polícia Federal que conduzia as investigações foi retirado da coordenação do caso. A área foi responsável, inclusive, pela quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A responsabilidade pelo caso agora é da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq).
A PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.
