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27.ago.2026 às 10h00 Diminuir fonte Aumentar fonte Camila Moreira São Paulo | Reuters O Brasil registrou déficit em transações correntes maior que o esperado em julho, informou o Banco Central nesta quinta-feira (27), alcançando o maior rombo para o mês em sete anos com as contas externas se deteriorando de forma generalizada.

Em julho, o déficit em transações correntes atingiu US$ 8,11 bilhões (R$ 41,74 bilhões), o maior para o mês desde 2019, e o déficit acumulado em 12 meses foi equivalente a 2,49% do PIB (Produto Interno Bruto).

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas apontava para um saldo negativo de US$ 6,6 bilhões em julho. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 6,94 bilhões

Um aumento do déficit em conta corrente pode pesar sobre a moeda de um país, pois reflete uma saída líquida de dólares.

No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$ 7,46 bilhões (R$ 38,4 bilhões), abaixo dos US$ 7,92 bilhões projetados na pesquisa e contra US$ 8,4 bilhões em julho de 2025.

No mês, a conta de renda primária ficou negativa em US$ 9,39 bilhões (R$ 48,36 bilhões), ante rombo de US$ 8,96 bilhões no mesmo período do ano anterior.

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Em julho, a balança comercial teve superávit de US$ 6,152 bilhões (R$ 31,66 bilhões), contra US$ 6,39 bilhões no mesmo mês de 2025.

Já o rombo na conta de serviços ficou em US$ 5,27 bilhões (R$ 27,13 bilhões), contra déficit de US$ 4,81 bilhões em julho do ano anterior.

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