A temporada de convenções partidárias, etapa crucial para a oficialização das candidaturas à Presidência da República, começa nesta segunda-feira (20) em meio a indefinições sobre parte das chapas. Dos cinco principais pré-candidatos ao Palácio do Planalto, apenas Lula (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) já anunciaram seus companheiros de chapa. A maior apreensão reside nas candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), que correm contra o tempo para fechar alianças estratégicas.

As convenções, que se estenderão até 5 de agosto, são o momento em que os partidos e federações formalizam suas candidaturas, definem os vice-presidentes e aprovam coligações para a disputa eleitoral de outubro. Posteriormente, os nomes oficializados deverão ser submetidos à Justiça Eleitoral para registro, com prazo final em 15 de agosto.

No caso de Flávio Bolsonaro, a indefinição do vice está atrelada a negociações para ampliar sua base de apoio. O senador tem sinalizado preferência por uma mulher na vaga, visando aumentar a aceitação entre o eleitorado feminino. Nomes como a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos), foram mencionados em conversas. No entanto, o apoio do Progressistas, federação que compõe a União Progressista com o União Brasil, encontra resistência interna, com a tendência de neutralidade na corrida presidencial sendo considerada.

Paralelamente, o Republicanos também é alvo de articulações, embora a legenda negue veementemente qualquer negociação ou acordo prévio, inclusive sobre a indicação de seu presidente, Marcos Pereira, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A pré-campanha de Bolsonaro tem enfrentado desgastes recentes, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reiterou que os critérios para a escolha do vice se resumem a "carisma, prestígio e votos".