O modelo cooperativista tem se mostrado um motor fundamental para o desenvolvimento socioeconômico no Rio Grande do Sul, promovendo um ciclo virtuoso de geração de renda, inclusão social e oportunidades. Um estudo recente da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) aponta que municípios com forte presença de cooperativas registram maior geração de riqueza, redução da pobreza e um aumento expressivo de jovens ingressando no ensino superior.
O impacto do cooperativismo se estende por toda a cadeia produtiva. A cada real concedido em crédito cooperativo, R$ 2,56 são gerados na economia local, evidenciando seu poder multiplicador. No Rio Grande do Sul, o Sicredi se destaca como um dos principais agentes desse movimento, com atuação em 97% das cidades gaúchas e uma base de aproximadamente 3 milhões de associados.
O presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste, Márcio Port, ressalta que o diferencial da cooperativa reside em reinvestir os recursos na própria região, fomentando crédito, renda, emprego e empreendedorismo. No setor do agronegócio, o crédito cooperativo tem impulsionado a produção agrícola, elevando o valor por hectare e incentivando a expansão das áreas cultivadas. No Plano Safra 2024/2025, foram destinados R$ 19,4 bilhões ao agro gaúcho, beneficiando majoritariamente pequenos e médios produtores.
A Industrial Margil, localizada em Boa Vista do Buricá, no interior do estado, é um exemplo prático dessa transformação. A gerente Méri Christ enfatiza que o crescimento da empresa sempre foi pautado pela colaboração e inclusão, com forte apoio do Sicredi Confiança. Essa parceria demonstra que o desenvolvimento econômico e a inclusão social podem caminhar juntos, fortalecendo a comunidade e abrindo portas para mais pessoas participarem do progresso.
