O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (2) a redução da taxa básica de juros, a Selic, para 14,25% ao ano. A decisão, que representa um corte de 0,50 ponto percentual, marca o fim de um longo período de juros em patamares elevados e o início de um ciclo de afrouxamento monetário no país. A medida foi unânime entre os membros do comitê.
Esta é a primeira vez que a Selic é reduzida desde agosto de 2020, quando estava em queda e atingiu o menor patamar histórico de 2% ao ano. Desde então, o Banco Central vinha elevando os juros para combater a alta da inflação, que se intensificou com fatores como a crise energética global e os efeitos da pandemia de Covid-19. A taxa chegou a subir para 13,75% ao ano em agosto de 2022, permanecendo nesse nível por vários meses.
Em seu comunicado, o Copom destacou que a inflação corrente e as expectativas de inflação para os próximos anos apresentaram um cenário mais favorável, o que permitiu a tomada da decisão de corte. O comitê também ressaltou a importância da consolidação da trajetória de queda da inflação para a ancoragem das expectativas e a manutenção da confiança na política monetária. A evolução do cenário fiscal brasileiro também foi considerada na análise.
As projeções futuras indicam que o Copom pode dar continuidade aos cortes nas próximas reuniões, com a possibilidade de que a magnitude dos próximos ajustes seja semelhante ao corte desta quarta-feira. No entanto, o Banco Central reiterou que o ritmo e a extensão dos futuros cortes dependerão da evolução da inflação, do balanço de riscos e das expectativas, bem como do cenário fiscal. O mercado financeiro já antecipava o início do ciclo de cortes, e a decisão tende a influenciar o custo do crédito e o desempenho de investimentos no país.