Empresa brasileira que fabrica tênis Nike e Adidas afirma que nova fábrica no Paraguai não ficará com a produção dos 2 países
“É operacionalmente e tecnicamente impossível cogitar a transferência de linhas de produção ou maquinário de calçados (seja do Brasil ou da Argentina) para a planta paraguaia”, afirmou o Grupo Dass ao Poder360 por meio de nota (leia a íntegra mais abaixo).
Segundo o jornal paraguaio La Nación, o Grupo Dass e o Grupo Texcin, do Paraguai, estão investindo US$ 40 milhões na Dasstex. A empresa dos 2 grupos produzirá confecções no Paraguai, gerando 600 empregos.
Empresas brasileiras têm investido no Paraguai atraídas pelos incentivos do regime de maquila.
O Grupo Dass afirmou que na nota que “não existe possibilidade de fechamento de unidades no Brasil”. A empresa foi fundada há 46 anos e tem 8 fábricas no Brasil: 7 na Bahia e uma no Ceará. Há também uma fábrica na Argentina desde 2007. A do Paraguai foi instalada em 2025.
No caso da fábrica da Argentina, a empresa afirmou que houve ajuste “motivado por desafios estruturais”. Não informou, porém, qual foi a redução de produção na unidade, mas acrescentou que não há relação com os investimentos no Paraguai.
“Operações no Brasil: não existe qualquer plano ou possibilidade de fechamento das unidades no Brasil. Pelo contrário, as fábricas brasileiras seguem firmes, operando normalmente com o seu volume produtivo e são fundamentais para a estratégia global do Grupo.
“Operação no Paraguai (Dasstex): a unidade da Dasstex, no Paraguai, atua exclusivamente no segmento de confecção (vestuário), com uma operação de pequeno porte voltada para atender necessidades específicas das marcas próprias do Grupo. Portanto, é operacionalmente e tecnicamente impossível cogitar a transferência de linhas de produção ou maquinário de calçados (seja do Brasil ou da Argentina) para a planta paraguaia, uma vez que os processos industriais e os equipamentos para calçados e vestuário são completamente diferentes.
“Operações na Argentina: o ajuste das operações na Argentina vem de longa data, motivado por desafios estruturais do setor e sempre tratando de adequar-se às novas realidades econômicas daquele país e à competitividade global. Trata-se de uma reestruturação estritamente local e interna para o mercado argentino, que não possui qualquer relação com o início da operação têxtil no Paraguai e, muito menos, com as atividades no Brasil.”
