De acordo com os advogados, os agendamentos de visitas ocorrerão "nos moldes anteriormente fixados, mediante comunicação e agendamento diretamente junto ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar, observadas as condições já estabelecidas e as demais medidas cautelares ainda vigentes".
A suspensão das visitas foi determinada em 13 de julho, quando Moraes concluiu que o senador havia sido usado como intermediário para divulgar uma manifestação de teor político-eleitoral escrita pelo ex-presidente. O prazo estipulado foi de 90 dias.
Campanha de Flávio pede investigação de Andrei por suposto beneficio a LulaCampanha de Flávio contesta corregedor por decisão sobre "Exército do Lula"Flávio visita arcebispo de Brasília e recebe imagem de Nossa Senhora Na última segunda-feira (5), a defesa do ex-presidente já havia solicitado a Moraes que autorizasse o senador a visitar o pai antes do fim da suspensão. Os advogados ressaltaram que faltavam poucos dias para o fim da proibição. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.
Moraes solicitou posicionamento da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o pedido. No dia 6 deste mês, Paulo Gonet argumentou que não há fatos novos que indiquem descumprimento das condições impostas a Bolsonaro nem necessidade de prorrogar a medida. Por isso, disse não ver impedimento ao pedido da defesa.
"Considerando a ausência de fatos supervenientes indicativos de descumprimento das condições fixadas ou da necessidade de prorrogação da medida restritiva anteriormente determinada, a Procuradoria-Geral da República não opõe óbice ao deferimento do pleito formulado", diz trecho da manifestação.
No dia 11 de julho, Flávio Bolsonaro leu uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo que o momento atual é de "deixar as diferenças de lado".
"Escrevo em um momento de decisão para todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro", diz um trecho do documento.
Dois dias depois, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas ao pai. Na decisão, Moraes ressaltou que uma das medidas cautelares contra o dirigente de direita era a proibição “de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.
“Não há dúvidas, portanto, de que a conduta irregular de Flávio Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”, afirmou.


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