A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o político possa realizar um procedimento cirúrgico no ombro direito. A cirurgia está prevista para ocorrer na próxima sexta-feira, dia 24, ou no sábado, dia 25 de maio. A solicitação é fundamentada em um quadro de dor persistente e incapacidade funcional que tem afetado o ex-presidente, exigindo o uso diário de medicamentos para controle da dor.
O relatório médico anexado ao pedido detalha a gravidade da condição, apontando uma lesão de alto grau do tendão do supraespinhal, com retração significativa, além de comprometimento do terço superior do tendão do subescapular e subluxação da cabeça longa do bíceps, entre outras lesões associadas. Mesmo após tentativas de tratamento conservador, a condição não apresentou melhora, tornando a intervenção cirúrgica indispensável. O procedimento indicado é uma fixação das lesões do manguito rotador do ombro direito e lesões associadas, a ser realizada por via artroscópica, conforme laudo assinado pelo Dr. Alexandre Firmino Paniago em 14 de abril.
A solicitação feita pelos advogados de Bolsonaro não se restringe apenas à permissão para a cirurgia em si, mas abrange um leque completo de atos médicos necessários. O pedido inclui autorização para todos os preparativos pré-operatórios, a internação hospitalar, a realização do procedimento, o acompanhamento pós-operatório imediato e o subsequente processo de reabilitação. A defesa busca assegurar que todos os passos vinculados diretamente ao tratamento cirúrgico indicado sejam liberados judicialmente para garantir a plena recuperação do ex-presidente.
Este novo pedido de autorização para tratamento de saúde se insere em um contexto recente de preocupações com a saúde de Bolsonaro, que já havia recebido, em 27 de março, a concessão de prisão domiciliar humanitária por 90 dias por parte do ministro Alexandre de Moraes para sua recuperação. Na ocasião, o ex-presidente havia sido diagnosticado com "broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa", necessitando de duas semanas de internação em tratamento intensivo. A necessidade de aval judicial para procedimentos médicos é decorrente de sua atual situação legal.
