A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) formalizou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para que o político realize uma cirurgia no ombro direito. A intervenção médica, considerada urgente, está agendada para ocorrer na próxima sexta-feira, dia 24, ou sábado, dia 25 de novembro. A necessidade de autorização judicial se dá em virtude do status legal do ex-presidente e das medidas cautelares aplicadas em processos sob relatoria de Moraes.
Segundo o relatório médico anexado ao pedido, Bolsonaro apresenta um quadro de dor persistente e incapacidade funcional no ombro direito. A avaliação diagnóstica indicou uma lesão de alto grau no tendão do supraespinhal, acompanhada de retração significativa, comprometimento do terço superior do tendão do subescapular, subluxação da cabeça longa do bíceps e outras lesões associadas. A defesa esclarece que, mesmo após a realização de tratamento conservador, a condição do ex-presidente não melhorou, exigindo o uso diário de medicamentos para controle da dor, o que levou à formalização da indicação cirúrgica por via artroscópica, conforme laudo do Dr. Alexandre Firmino Paniago datado de 14 de abril de 2026.
A solicitação ao ministro Moraes abrange não apenas a permissão para a realização do procedimento cirúrgico em si, mas também para todos os atos médicos preparatórios e pré-operatórios, a internação hospitalar, a execução da cirurgia, bem como os cuidados pós-operatórios e a reabilitação correlata. A abrangência do pedido visa garantir que o ex-presidente possa seguir todo o protocolo de tratamento sem impedimentos de ordem judicial, assegurando sua recuperação plena.
Este novo pedido de autorização para tratamento de saúde insere-se em um contexto de recentes intervenções médicas enfrentadas por Bolsonaro e concessões judiciais relacionadas à sua saúde. Em 27 de março, o ministro Alexandre de Moraes já havia concedido ao ex-presidente uma prisão domiciliar humanitária, com duração de 90 dias, visando sua recuperação. Naquela ocasião, Bolsonaro havia recebido alta hospitalar após permanecer internado por duas semanas para tratamento intensivo de uma “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”.
