A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca", classificou a recente operação que o envolve como uma manobra com motivações políticas. Segundo interlocutores próximos, a ação seria uma estratégia para manter o caso em pauta diante da proximidade das eleições e para facilitar a prorrogação da prisão preventiva de Camilo. A percepção é de que não haveria motivos concretos para a operação em si, mas sim uma intenção de prolongar a detenção e a visibilidade do caso.
Antônio Carlos Camilo Antunes está preso desde 12 de setembro de 2025 e, até o momento, não prestou depoimento à Polícia Federal. A defesa justifica a ausência de depoimento pela falta de acesso ao espelhamento dos celulares apreendidos. Além disso, relata que em uma oitiva previamente marcada pela PF, não houve a devida requisição oficial para a presença de Camilo, o que impossibilitou sua participação.
Em nota oficial, os advogados Danyelle Galvão e Leandro Raca detalharam a postura da defesa. Eles informaram que em outubro de 2025 já haviam comunicado aos autos a existência de veículos que não haviam sido apreendidos, mesmo diante de ordem judicial. Para evitar qualquer alegação de dilapidação ou ocultação patrimonial, a defesa indicou a localização desses bens e se colocou à disposição para que fossem recolhidos pelas autoridades.
Desde a comunicação inicial, a defesa reiterou a informação sobre os veículos em diversas oportunidades, mantendo-os permanentemente à disposição da autoridade policial para eventual apreensão. A estratégia da defesa busca demonstrar a colaboração e afastar qualquer indício de má-fé ou tentativa de ocultação de patrimônio por parte de Camilo, enquanto questiona a necessidade e a condução da operação policial.
