A deputada federal Talíria Petrone (Psol) denunciou publicamente ter recebido novas e graves ameaças de morte e estupro, desta vez direcionadas a ela e à sua filha de seis anos. As mensagens, carregadas de ódio racial, chegaram a divulgar endereços frequentados pela família, intensificando o temor e a sensação de vulnerabilidade. A parlamentar expressou sua angústia ao acordar com tais ameaças, questionando a dificuldade em obter respostas concretas apesar da abertura de diversos inquéritos sobre casos semelhantes.
Diante da gravidade da situação, o caso mais recente foi imediatamente comunicado a diversos órgãos de segurança e direitos humanos. A Polícia Federal (PF), a Polícia Legislativa, o Ministério Público Federal (MPF), o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram acionados para apurar as ameaças e reforçar os protocolos de segurança.
Talíria Petrone destacou que esta é a terceira vez que ela se torna alvo de ameaças à sua integridade física nos últimos meses. A deputada, que iniciou sua carreira política em Niterói paralelamente a Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018, relembrou que ambas as parlamentares, amigas na vida pessoal, começaram a receber ameaças de morte na mesma época. Este histórico adiciona um peso ainda maior à atual situação.
A parlamentar ressaltou que episódios como este desencadeiam uma série de protocolos de segurança já estabelecidos para proteger não apenas a si mesma, mas também seus filhos e familiares. A deputada enfatizou o ódio que, segundo ela, é direcionado à possibilidade de mulheres ocuparem espaços de poder, transformando figuras políticas em alvos de violência e intimidação.
