Em entrevista na última semana, Haddad afirmou querer ser “o governador da segurança pública”, assumindo o enfrentamento ao crime organizado.

“Tem que rir para não chorar”, ironizou Derrite, ao ser questionado sobre as declarações de Haddad, durante o programa Ponto de Vista, de VEJA, na manhã desta segunda-feira, 22.

O parlamentar, que é pré-candidato ao Senado na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário do petista na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, afirmou que o ex-prefeito de São Paulo não teria preparo para tratar do assunto.

“O Haddad não sabe absolutamente nada de segurança pública. Ele falar que vai falar sobre segurança pública é um grande equívoco da parte dele. Só está dizendo isso porque ele vê nas pesquisas qualitativas que é a principal preocupação da população”, declarou.

Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que o PT não teria histórico de enfrentamento eficaz da criminalidade. Segundo ele, governos petistas teriam contribuído para o fortalecimento de organizações criminosas no país ao longo dos últimos anos, além de parlamentares do PT terem votado contra o fim da saída temporária de presos.

Derrite também sustentou haver uma visão equivocada dentro do campo político do PT sobre a criminalidade. Segundo ele, “para eles, bandido é um coitadinho, vítima da sociedade”, enquanto sua visão política coloca a vítima no centro do debate e defende maior rigor penal.

Ao longo da entrevista, Derrite associou o avanço do crime organizado a falhas na legislação e à ausência de endurecimento das leis penais. Segundo ele, o tema da segurança pública deveria ser prioridade em qualquer disputa eleitoral, especialmente em eleições majoritárias — como é o caso do pleito deste ano.

O parlamentar reforçou, ainda, que o debate sobre segurança pública deveria ser tratado com foco em mudanças legislativas e no combate à reincidência criminal, além de maior centralidade das vítimas nas políticas públicas.

A entrevista no Ponto de Vista ocorreu em meio às articulações políticas envolvendo nomes da direita para as eleições e discussões sobre planos de governo na área de segurança, tema que o deputado tem defendido como eixo central da campanha do grupo político ao qual pertence. Na última semana, por exemplo, ele participou do lançamento do plano de governo do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na área da segurança pública, que inclui medidas como castração química a estupradores, o aumento do combate a facções criminosas como PCC e Comando Vermelho e a construção de presídios de segurança máxima no modelo de El Salvador.