A detecção de hepatites virais B e C ganhou um avanço significativo com a disponibilidade de testes rápidos que fornecem resultados em até 30 minutos. Esses exames, oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), representam um passo crucial para o diagnóstico precoce e o início imediato de orientações e tratamentos.
A agilidade no diagnóstico é especialmente relevante em julho, mês de conscientização sobre as hepatites virais. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 304 milhões de pessoas vivam com infecções crônicas por esses vírus. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 826 mil casos entre 2000 e 2024, evidenciando a importância de ferramentas diagnósticas eficientes.
Segundo a biomédica Natália Strohmayer, assessora científica, enquanto os testes rápidos oferecem resultados em até 30 minutos, permitindo intervenção na mesma consulta, os exames sorológicos tradicionais podem levar até três dias úteis. "Esses exames também ajudam a acompanhar a resposta ao tratamento, principalmente porque as hepatites B e C podem evoluir para formas crônicas", explica Strohmayer.
Para a hepatite D, a investigação requer uma abordagem distinta, pois o vírus só afeta indivíduos já infectados pelo vírus da hepatite B. Nesses casos, é necessária a avaliação conjunta das duas infecções, utilizando exames sorológicos e, quando indicado, testes moleculares. A identificação precoce de qualquer uma dessas infecções é fundamental para a definição do tratamento mais eficaz e para a redução do risco de transmissão, garantindo um cuidado mais preciso e efetivo para os pacientes.
