Confira a nota da plataforma, enviada à CNN Brasil, a respeito da suspensão das atividades.

TSE terá "sala de situação" com big techs nos dias das eleições em 2026À CNN, Celina diz: "Se fosse do PT, já teria falado com Lula sobre o BRB"Dino fala em "ecossistema criminoso" de desvio de verba no Maranhão A equipe do Discord Brasil informou que tem dialogado com a ANPD, em busca de restabelecer os recursos para usuários brasileiros. "Seguimos comprometidos em trabalhar com formuladores de políticas públicas no Brasil para ajudar a criar uma experiência online mais segura para todos, tanto no Discord quanto em toda a internet”, afirmaram, em nota.

A decisão da ANPD ocorreu após a abertura de um processo de fiscalização na última sexta-feira (7) para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A ANPD informou, por meio de nota, que a suspensão ocorre porque usuários ficam expostos a "conteúdos ou práticas que representem graves violações de direitos de crianças e adolescentes no âmbito do seu serviço, sobretudo indução, incitação, instigação ou auxílio à violência, à automutilação e ao suicídio".

Segundo a Agência, após a promulgação do ECA Digital, o Discord realizou mudanças técnicas na funcionalidade “Go Live”, utilizada para transmissões ao vivo em servidores fechados. As alterações, segundo a Agência, tornaram as transmissões ao vivo ainda menos protetivas para crianças e adolescentes.

Segundo o MJSP (Ministério de Justiça e Segurança Pública), pasta que rege a ANPD, as investigações do ministério mostraram que grupos criminosos têm utilizado comunidades do Discord para "incentivar violência e fortalecer o ódio contra nossas crianças e adolescentes, meninas e mulheres, criando um ambiente que fortalece crimes ainda mais graves".

“Temos um parâmetro normativo que permite uma atuação mais consistente. O ECA Digital estabelece deveres de proteção às crianças e adolescentes e precisa ser cumprido. Essa medida foi importante para proteger as famílias e realizar o enfrentamento ao crime também no ambiente digital", afirmou a Secretária Nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, à CNN Brasil.