Um levantamento recente, com base em projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o período de 2022 a 2025, aponta que o Brasil figura como a segunda economia do G20 com o maior crescimento em sua dívida pública. A pesquisa, que analisa o desempenho de 187 economias globais, projeta que o endividamento brasileiro deve saltar de 83,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para 96,5% ao final de 2026.

O aumento estimado de 12,6 pontos percentuais no endividamento nacional em pouco mais de quatro anos é expressivo, sendo superado apenas pela China, que registrou um salto de 29,6 pontos percentuais no mesmo período. No ranking geral dos países que mais aumentaram suas dívidas desde 2023, o Brasil figura na 19ª posição. A análise destaca que, entre as economias de porte "relevante" na lista, além do Brasil e China, apenas Finlândia e Polônia apresentam aumentos significativos.

Comparando o cenário atual com períodos anteriores, o levantamento faz um paralelo com a escalada da dívida bruta observada durante o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Naquele período, especificamente entre 2015 e 2016, a dívida bruta brasileira avançou de 61,6% para 77,4% do PIB, conforme dados do FMI, um movimento que resultou na maior recessão da história do país.

As projeções futuras indicam que a trajetória de endividamento brasileiro pode não ter seu pico em breve. O FMI estima que, nos próximos quatro anos, a dívida do país possa crescer mais 9 pontos percentuais, atingindo um total de 105,5% do PIB. Essa perspectiva reforça a preocupação com a sustentabilidade fiscal e a necessidade de medidas para conter a escalada do endividamento público.