Foram 45 votos a favor do parlamentar na sessão extraordinária convocada pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL).

Aliados veem novo governador do RJ no páreo para buscar vaga para STJTSE retoma julgamento que pode cassar mandato de Cláudio CastroAlerj deve comunicar STF de soltura de Bacellar; entenda próximos passos Com a posse do novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Ruas fica apto a assumir o governo estadual. A linha sucessória estabelece que o cargo cabe ao presidente do Legislativo em caso de dupla vacância.

No momento, quem responde pelo governo do Rio de Janeiro é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro.

A eleição ocorre após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidir pela perda de mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar, que presidia a Casa. Ele havia sido reeleito por unanimidade em fevereiro de 2025 para presidir o Legislativo fluminense no biênio 2025-2026, com apoio dos 70 parlamentares estaduais.

Desde a decisão que afastou Bacellar, a Alerj passou a ser conduzida interinamente por Delaroli, primeiro vice-presidente da Mesa Diretora. Bacellar também já vinha no centro de uma crise política e judicial desde o fim de 2025, quando chegou a ser preso preventivamente pela Polícia Federal em investigação sobre suposto vazamento de informações sigilosas. Ele foi solto após conseguir liberdade provisória, mas não voltou a exercer o cargo.

Na última quarta-feira (26), o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o ex-vice-governador Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar se tornaram inelegíveis por oito anos após julgamento no TSE.

Castro e Bacellar são acusados de fazerem parte de um esquema de contratações irregulares na Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro), envolvendo cerca de 27 mil cargos temporários que teriam sido utilizados para empregar cabos eleitorais e fortalecer a campanha de reeleição de Cláudio.

O caso chegou ao TSE após recurso do Ministério Público Eleitoral contra decisão anterior do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) que havia rejeitado os pedidos de cassação.